domingo, 30 de abril de 2017

Há um ano atrás

Faz hoje um ano que me despedi do emprego de então.
Decidi partir e realizar um sonho de há muito: partir de mochila às costas... vaguear pelo mundo (ou parte dele).
Para tal era preciso deixar o emprego, apresentar a carta de demissão. Foi a primeiro vez que o tive de fazer. Até então apenas tinha tido contractos temporários pelo que quando começava a trabalhar já sabia quando ia terminar. Desta vez fui eu a decidir a data de partir. Ao fim de 4 anos naquela empresa eu estava pronta (mental e financeiramente) para partir.

Não posso dizer que tenha sido uma decisão difícil, eu estava ansiosa por partir. Mas neste dia, há um ano atrás, sentia-me um pouco nervosa e apreensiva com o entregar da carta de demissão.
E que nervos tolos. Não podia ter imaginado melhor reacção por parte dos meus superiores e colegas. Creio que alguns estavam mais entusiasmados com a minha viagem e coragem (dizem eles!) do que eu própria. Foi interessante perceber a quantidade de pessoas que tinham este mesmo sonho. Foram tantos a dizer-me "Queria tanto fazer isso também", "Se eu tivesse outra idade também ia, não pensava duas vezes", "Quem me dera ter a tua coragem!". E as suas palavras deram-me uma motivação extra!

Hoje, há uma ano atrás, eu estava tão feliz.
Feliz e também com algum medo. Agora que me demitia este sonho começava a ser mais real. Tenho mesmo de partir... Será que sou capaz?? Tem de ser. Agora tem mesmo de ser e não há volta a dar.

Queria celebrar. Mas não tinha ninguém com quem celebrar. Hoje, há um ano atrás, era ainda uma espécie de segredo. A minha decisão ainda não tinha sido comunicada aos meus colegas (apenas à chefe) pelo que não podia partilhar com ninguém a alegria que me saltava do peito. Mas em modo de preparação para a minha viagem sozinha de mochila às costas comprei umas jolas e brindei sozinha a mim própria e à minha próxima aventura!

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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Maratona de Nova York

"Maratona de Nova York é uma corrida na distância de 42,195 km realizada na cidade de Nova York através de seus cinco bairros [...]. Uma das maiores corridas do mundo, com mais de 50.000 participantes a cada edição, está entre as mais proeminentes corridas anuais dos Estados Unidos, [...] e integra a seleta lista de provas do atletismo com o selo IAAF Gold Label Road Race da Federação Internacional de Atletismo" - retirado da Wikipédia (essa fonte de saber!)

Já há um tempo que tenho este desejo de correr uma maratona. Nunca corri nenhuma (claramente não sei no que me vou meter) e acho que nem nunca corri mais de 5km seguidos mas tenho fé em mim. Gosto de correr e com a devida preparação será um desafio que me julgo capaz de realizar.

E quero correr uma maratona de renome, como a de Nova York ou Londres (há mais eu sei!). Claro que posso correr onde e quando me apetecer. Mas eu não corro à parva. Se é para sofrer que seja num evento conhecido e não no bairro onde moro. Passar uma manhã às voltas no bairro para correr os 42Km onde ninguém me baterá palmas não é a mesma coisa que correr por Manhatan, Queens e Brooklyn onde haverá palmas, medalha e um snack no final (na maratona de Nova York é oferecido aos atletas uma pratada de massa na noite anterior).

O problema está em conseguir lugar para correr numa dessas maratonas. Como há muitas pessoas interessadas, as vagas são limitadas pelo que após a inscrição dos interessados há um sorteio para atribuição dos lugares.

Já tentei a minha sorte na de Londres mas até à data tenho sido poupada (eheh a vontade de correr não é assim tão grande). Ontem fui ver como era para me inscrever na maratona de Nova York, uma das melhores do mundo segundo ouvi. Após a inscrição aguardamos pelo sorteio que se realiza no início de Março. Se tivermos a sorte (ou o azar!) de conseguir um lugar é automaticamente debitado do cartão de crédito o valor de inscrição na prova, isto é, a módica quantia de $358 (valores para não residentes nos EUA, para residentes fica entre $255 e $295).

Hmm... isto parece-me que já é dinheiro a mais por uma medalha e um prato de massa... Sendo assim cancelo tudo e vou é ver o episódio do How I met Your Mother onde o Marshall participa na tão prestigiada maratona. Fica mais barato assim e as pernas agradecem.

Continuarem a tentar a minha sorte para maratona de Londres...


terça-feira, 25 de abril de 2017

A virada

Este ano, e pela primeira vez, houve Verão na passagem de ano.
Não em Lisboa como é evidente. Aí parece que também houve sol mas temperaturas bem abaixo do limite agradável.

O final do ano foi no Brasil, no calor e na alegria do Rio de Janeiro. E como foi alegre! Lá as caipirinhas são à séria. É mesmo para "bêbê, caí e levantá" (e tenho sérias dúvidas em relação ao "levantá").

Há alguma estranheza quando a 27 de Dezembro estamos sentados debaixo de um guarda-sol na praia. É missão quase impossível estar sem guarda-sol. A 27 de Dezembro deviámos era estar com 3 camadas de roupa em cima, mais um cachecol, um casaco forte e ainda umas luvas quentinhas!
Mas o sentimento de estranheza é breve. Rapidamente nos habituamos à boa vida: praia, sol e caipirinhas.
Falam connosco em espanhol mesmo depois de informarmos que somos Portugueses. Não faz mal, "Tá tranquilo, tá favorável". Somos cidadãos do mundo dançando ao som do funk.

E quando aos primeiros dias de Janeiro se está de rabo enfiado no mar para ajudar a suportar as temperaturas acima dos 40ºC, a pergunta que se impõe é "E onde vamos para o ano?"
Creio que este ano se iniciou uma tradição!




sexta-feira, 21 de abril de 2017

Bon Voyage

Juanix... uma velha "alcunha" criada por uma amiga num momento de inspiração criativa ou talvez apenas um momento de pura parvoíce.


O nome ficou. Não que haja muita gente que me trate por Juanix, mas quando se fala da Juanix toda a gente sabe de quem se trata!

São mais as ideias do que a vontade de escrever, mas agora tem de ser. A Juanix aventura-se pelo mundo cibernético. E será outra viagem.

Mas as viagens a ser partilhadas são outras (pelo menos é esse o objectivo primário). Viagens sonhadas e concretizadas ou até mesmo viagens ainda por sonhar mas com muita vontade de realizar. Porque para quem gosta de viajar, o destino pouco importa.

Haverá também espaço para outras viagens...  outras explanações. Enfim, o que andar a viajar pela minha cabeça!


"Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir" Amyr Klink

Façam boas viagens!